Devassa com a Sandy é bem menos do que eu pensei

É impressionante como eu consigo mudar de opinião tão rapidamente. Quero dizer, eu criei uma expectativa muito grande em relação à Sandy ser garota-propaganda da Devassa. Era inédito, era genial! Pensei “putz, a Sandy finalmente vai quebrar aquela imagem de santinha e isso vai dar uma campanha de primeira”.

Eu gostei mesmo, a princípio, da atitude da Devassa ao convidar a moça pra fazer a propaganda e gostei, principalmente, de ela ter aceitado. Isto é, a Sandy escolheu bem a hora de mostrar pro Brasil essa imagem sexy. Ela ficou um tempo fora dos holofotes e, já que é pra colocar a cara na TV, que seja de um jeito diferente. Convenhamos que ela já tem quase 30 anos, é casada, faz xixi e cocô igual a todo mundo, então não tem motivo nenhum pra que a gente continue pensando na Sandy como sendo uma menininha meiga e delicadinha. Então, quanto a isso, ótimo, adorei a atitude.

Mas não é minha intenção falar da Sandy, e sim da campanha da Devassa que, pelo filme, me decepcionou. Cara, achei que dava pra tirar muito mais desta ideia, dava pra ser inteligente! Mas não, eles decidiram ir pelo caminho óbvio, e fizeram um texto tão fraco que fica até difícil de imaginar.

“Todo mundo achava que ela era comportadinha, boa menina, dormia cedo, até conhecerem um outro lado dela: o lado Devassa. Todo mundo tem um lado descontraído, tem um lado desencanado, desinibido…”

qualquer cabeça consegue pensar um texto desses… desde que a Sandy estava pra completar 18 anos os homens (e algumas mulheres) já imaginavam ela com atitudes mais devassas (com o perdão do trocadilho), então essa é a abordagem mais fácil pra qualquer tipo de produto que tenha uma imagem adulta, como a cerveja, marca de camisinha ou a Playboy*. Além do que, fazer a Sandy descolorir o cabelo pra promover a Devassa Bem Loura é outra coisa que eu achei desnecessária, porque a Devassa – até onde eu sei – tem outros tipos de cerveja, a não ser que somente a Bem Loura tenha essa imagem mais sensual ou não interesse pra fabricante anunciar as outras cervejas. Sem contar que a tal dança “provocativa” no palco escuro também achei desnecessária, e dava pra ter sido mais criativo e aproveitar muito mais a presença da Sandy no filme.

Sem mais, o que eu gostei realmente foi ver a Sandy arrancar a tampinha da garrafa no canto do palco. Mas, apesar de eu achar que a propaganda podia ter sido melhor, não dá pra negar que está todo mundo falando em Devassa agora.

* Se a Playboy não usasse o mesmo texto da Devassa, no máximo usaria um texto como “Tudo o que nem o Lucas Lima viu” – piada maldosa, né.

UPDATE: Como era de se esperar, por mais que eu não tenha achado nada de mais no primeiro filme da campanha, a notícia da Sandy na propaganda da Devassa deu tanto o que falar que (talvez numa jogada impensada) a marca decidiu antecipar o lançamento do segundo filme, que possui o mesmo texto mas, pelo menos, tem mais cara de happy hour do que dar a louca na Sandy e ela fazer uma dança “sensual” num palco, pra todo mundo ver, simplesmente porque ela quis. Mas tem uma outra escorregada neste filme, que é tocar “Conga La Conga” da Gretchen. Na minha opinião, esta música não é “devassa”, e sim muito cafona, ultrapassada e, se não piora, também não ajuda em nada na campanha e muito menos na imagem da marca. Sem mais, veja o vídeo:

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