Designer, pare de tentar repetir o trabalho do outro

Poster Minimalista - Rapunzel

Hoje cedo eu vi no Brainstorm9 uns cartazes minimalistas (como este acima) que um cara fez, para caracterizar clássicos contos infantis em pouquíssimas imagens. Só que, até então, a reação dos visitantes do blog quanto ao trabalho do cara era bem negativa, comentando sobre falta de inovação. E eu concordo. Veja bem os cartazes acima e abaixo e me diga se são diferentes em alguma coisa:

Poster Minimalista - Fight Club

Realmente o minimalismo já está cansando os designers… principalmente porque minimalismo não é tão simples quanto parece ser. Mas as pessoas que não tem conhecimento técnico e teórico do design – e acham que design é só uma “coisa bonitinha” – ainda se impressionam com este tipo de trabalho e é este tipo de pessoa que leva os números de acesso dos blogs às alturas, por isso os (nem sempre) designers continuam criando este tipo de coisa.
Aqueles cartazes que estão no Brains9 não tem nada de novo e eu duvido que o autor tenha realmente lido todos os livros, já que aqueles só mostram a característica que todos nós já conhecemos, simplesmente pelo fato de tais estórias fazerem parte da cultura popular. Acho que seria inovador, sim, se o autor buscasse a essência dentro da estória, e criasse, a partir disso, seus cartazes. Mary Poppins, por exemplo, não é um conto sobre garoa.

E aí é que eu quero chegar com a discussão. Por que existem tantos cartazes minimalistas sobre filmes, livros e programas de TV? Por que ninguém faz um cartaz que analisa, de maneira minimalista, o trabalho de um governo? A resposta é: porque é muito mais fácil e confortável utilizar a mesma fórmula que já é um sucesso. O cara que criou o primeiro cartaz minimalista de um filme é quem foi, realmente, criativo, pois não existia uma fórmula que ele pudesse seguir. Os outros dois ou três depois dele, talvez tenham inovado em alguma coisa mas, dali pra frente, já estava “definido” como deveria ser um poster desses, para que ele pare na página inicial de um bom site de design e arte. Então, ninguém tem mais a vontade ou a criatividade para inovar neste tipo de trabalho. Mas os designers vão continuar a fazer este tipo de trabalho até a exaustão do “minimalismo”… da mesma forma que está sendo com o (so-called) retrô e como foi com o grunge.

Poster Retro

Responda quantas vezes você viu um cartaz igual a este acima? Acredito que você tenha respondido “muitas vezes”. Não estou dizendo NÃO COPIE, porque acho que, em vários aspectos, a cópia faz parte do aprendizado e é, em partes, necessário passar por esta fase para que o designer crie uma base mais sólida para a criação. Eu sei que inovação é um caminho difícil de percorrer, dá mais trabalho, dá medo… mas o resultado é mais gratificante e, pense só, não existe o “erro” na inovação, porque já sabemos o que não podemos fazer, mas também estamos livres para inventar qualquer coisa nova! Picasso, uma vez, disse: “Bons artistas copiam, grandes artistas roubam.” Pense nisso.

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