Você aprendeu alguma coisa com Steve Jobs?

Steve Jobs

A moda, ultimamente, era criticar Steve Jobs, porque ele fez umas “cagadas”. Agora que ele morreu (a poucos dias do #SteveJobsDay), provavelmente será santificado. Mas isso é, pra mim, o assunto mais chulo a se falar de Jobs. O que devemos conversar e discutir sobre Steve Jobs não é o próprio cara, nem suas atitudes mas, com certeza, o seu legado. Eu acredito que, antes de lembrarmos de Steve Jobs por ser o genio por trás da Apple, nós devemos nos lembrar por que ele foi este genio: lembrar sua maneira de trabalhar, a busca pela perfeição e simplificação, sua coragem por investir tempo e dinheiro em projetos de vanguarda e, principalmente, sua visão do futuro.

“A Apple perdeu um visionário e genio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles entre nós que foram afortunados o suficiente para conhecer e trabalhar com Steve perderam um querido amigo e um mentor inspirador. Steve deixa uma companhia que apenas ele poderia ter construído, e seu espírito será para sempre a fundação da Apple”. – Apple.com

Steve Jobs sempre foi dedicado ao trabalho, sempre buscou a perfeição. Da criação do Apple I ao iPad 2, o mundo viu Jobs trabalhar e levar seus funcionários à exaustão, protótipos atrás de protótipos, muito estudo e o resultado disso sempre foi um produto que só ele podia criar. O homem ia além, e inventava coisas que você nem sabia que precisava, para problemas que você nem sabia que tinha.

Ele sempre esteve na vanguarda da tecnologia: criou o Macintosh, primeiro computador pessoal com mouse e interface gráfica, com ícones, cursor, pastas e lixeira, que estava décadas à frente dos concorrentes, ainda presos às linhas de comando. Em 1991 ele criou o Powerbook que, apesar de não ser o primeiro portátil da Apple, definiu a forma e a ergonomia do notebook até os dias de hoje. Mais tarde ele criou o iMac, cujo design era completamente fora dos padrões, com sua carcaça colorida e seu conceito de que o computador devia ser divertido. Aí então o cara aparece com o iPod, que foi uma loucura porque as pessoas achavam ridículo alguém querer comprar um aparelho de som que não usava CD. E, a mais ou menos uns 4 anos, Steve Jobs lançou o iPhone que, desde a sua primeira versão, continua insuperável e mostrou ao mundo como um smartphone tem que ser. E, seguindo o mesmo exemplo, o iPad, que definiu como deve ser um tablet.

A sua visão de futuro e a capacidade de deixar as pessoas boquiabertas não pára por aí: lembre que Steve Jobs lançou o iMac sem drive para disquete, e recebeu duras críticas sobre isso. Lançou o Macbook Air sem drive de DVD, e as pessoas torceram o nariz. Steve lançou os penúltimos iMacs e Macbooks sem USB 3.0 e foi chamado de burro, só que ninguém esperava que ele apareceria com a porta Thunderbolt. Ele impediu o flash de entrar nos sistemas iOS. Então, mesmo recebendo críticas, Steve sempre esteve alguns passos à frente do resto do mundo, e nós estamos sempre percebendo que as coisas que ele costumava tirar de seus produtos acabavam se tornando obsoletas, e ele sacava isso antes de todo mundo.

Steve Jobs sempre prezou pela simplicidade, estética e funcionalidade de seus produtos, e ele ia até os limites. Os mouses da Apple sempre tiveram um único botão; a icônica click wheel do iPod surgiu porque Jobs não queria botões (nem liga/desliga), a AppleTV é só uma minúscula caixa preta, os iMacs são referência em design, enfim.

“Dos primeiros dias do Google, sempre que Larry e eu buscávamos inspiração para visão e liderança, não precisávamos olhar além de Cupertino. Steve, sua paixão pela excelência é sentida por qualquer um que já tocou um produto da Apple (incluindo o Macbook em que estou escrevendo). E eu testemunhei isto em pessoa nas poucas vezes em que nos encontramos.” – Sergey Brin

O que eu quero dizer com tudo isso é que, na minha opinião, devemos nos lembrar de Steve Jobs pela maneira como ele criava seus produtos, entender o porque eles se tornaram tão iconicos e são tão excelentes e aplicar os mesmos conceitos nos nossos próprios projetos. Se você me perguntar como vai ser o mundo sem Steve Jobs, eu não sei responder agora mas, com certeza, teremos a resposta dentro de 1 ano… e a partir daí saberemos se todos nós aprendemos alguma coisa com Jobs.

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