Quanto mais megapixels, melhor?

Frequentemente pessoas com pouco ou nenhum conhecimento de tecnologia me perguntam sobre câmeras fotográficas ou celular com câmera e sempre vêm com aquele papo de que marca X tem tantos megapixels e etc., e eu sempre tento esclarecer as questões da melhor maneira (mesmo porque fotografia não é meu forte). Acabei encontrando um texto, publicado por Luiz Carlos no site Revelando Ideias, que explica um pouco melhor o que eu já estou careca de falar pras pessoas. Na esperança de que leiam, decidi publicar o post aqui, ipsis literis:

Quanto mais megapixels, melhor?

A quantidade de megapixels era importante quando as câmeras possuíam entre 1 e 3 megapixels, Havia uma grande diferença entre uma câmera de 1 megapixels e outra de 3 megapixels. Atualmente, a maioria das câmeras digitais tem pelo menos 5 megapixels e a resolução que os megapixels oferecem já é muito boa. Na medida que os megapixels aumentaram a sua importância diminuiu.

O assunto é recorrente, mas tão inevitável e não poderia ser diferente, então tratemos de esclarecer logo todas as dúvidas que alguém possa ter sobre os famosos megapixels, antes de explorar temas mais complexos. Pixel, contração de “picture+element”, nada mais é do que cada um dos pontinhos que compõem uma imagem digital. O prefixo “mega”, assim como define um megahertz como um milhão de hertz, significa que um megapixel contém um milhão de pontinhos. Por ser praticamente o mínimo necessário para uma foto de boa qualidade, acabou virando a unidade de medida de resolução das câmeras digitais.

Com o surgimento das câmeras digitais, ao invés de filmes elas foram projetada com um sensor e a qualidade das imagens eram geradas em pixels. As câmeras com três megapixels eram consideradas adequadas e as de cinco, o sonho de consumo. Hoje, a contagem de megapixels das câmeras compactas, já começa nos dois dígitos, com a maioria dos modelos populares de 2013 trazendo nada menos que 26 megapixels. O que, infelizmente, não é tão bom quanto parece.

Para que você entenda o porque, voltemos aos cinco megapixels “de antigamente”. Com essa resolução já era possível imprimir uma imagem com qualidade fotográfica em tamanho 20 x 30cm, sendo o máximo que a maioria das pessoas costuma precisar. Isso não quer dizer que mais megapixels não sirvam para nada (eles são úteis quando se deseja ampliar só um detalhe de uma foto, por exemplo), apenas que não são estritamente necessários.

O problema é que, além de nem sempre serem necessários, os megapixels adicionais podem piorar a qualidade da imagem capturada – principalmente quando falamos de câmeras pequenas. Menores do que uma unha, os sensores das digitais ultra-compactas andam com muito mais pixels do que o espaço permite, provocando o chamado “ruído” na imagem.

Para controlar o ruído, os fabricantes têm investido em processadores de imagem capazes de filtrar esses defeitos automaticamente, mas com isso frequentemente acabam comprometendo também a definição da foto. Em outras palavras, uma imagem de 14 megapixels pode ficar com o mesmo nível de detalhe de uma 7 megapixels. Sem falar que as lentes também tem uma definição máxima de captura, há muito excedida nas câmeras mais modestas.

Felizmente, nos últimos dois anos algumas marcas perceberam que os fãs de fotografia não estavam mais caindo no papo marqueteiro das dezenas de megapixels e começaram a equipar seus modelos “para entusiastas” com sensores um pouco maiores e de resolução relativamente menor. Alguns exemplos recentes são a Lumix LX5, da Panasonic; a Coolpix P7000, da Nikon; e a Powershot G12, da Canon – todas topo-de-linha e recém-lançadas, mas com “apenas” 10 megapixels.

Tamanho é documento

O segredo dessas câmeras está em uma outra especificação que devemos nos acostumar a acompanhar, mais até do que o número de megapixels: sua densidade. Uma Nikon Coolpix 5000 de 5 megapixels, usa um sensor de 8,8 x 6,6mm. Dividindo o total de pixels pela área do sensor, obtém-se uma densidade de 8 megapixels por centímetro quadrado. A mais nova ultra-compacta da marca, a Coolpix S80, espremeu 14 megapixels em um sensor de 6,2 x 4,6 mm com densidade de 50 MP/cm² – mais de seis vezes maior e uma fonte certa de ruído!

Enquanto isso, os modestos 10 megapixels da P7000, junto a um sensor maior, resultam em 23 MP/cm², um número bem mais aceitável. E, para quem não se contenta com pouco, uma digital profissional, como a Nikon D3X, pode esbanjar seus quase 25 megapixels sem medo, pois o sensor de tamanho avantajado lhe rende uma densidade de meros 2,8 MP/cm².

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