Robôs de brinquedo ensinam as crianças a programar

Em um futuro próximo, quando o jovem for fazer entrevista de emprego e o contratante perguntar se ele é fluente em alguma língua, sem dúvida receberá respostas como C, Python, Java e daí por diante. Isto porque conhecimento de linguagem de programação se tornará obrigatório, e é bom ver que já existem iniciativas (aqui e aqui) para levar este conhecimento às escolas. Melhor ainda é que não é preciso esperar estas se mexerem pra ensinar programação às crianças, se você tiver um robô da Play-i.

“As crianças são ótimas em sequências, mas não com sequências abstratas. Já que programação tende a ser um conceito abstrato, você precisa torna-la tangível”, diz Vikas Gupta, criador do projeto. “Para crianças, os robôs tornam [a programação] tangível.”

Conheça Bo e Yana

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A Play-i está desenvolvendo dois robôs, o Bo – aventureiro e cheio de capacidades motoras; e a Yana – imaginativa e contadora de histórias. Ambos dão às crianças possibilidades diferentes de programar movimentos e ações, usando uma interface simples e divertida, que abre portas para uma segunda interface de dificuldade intermediária até que a criança se sinta à vontade para escrever diretamente no código:

Os dois robozinhos simpáticos podem ser programados separadamente ou para que respondam um ao outro. Apesar de estar angariando fundos a pouco tempo, a Play-i já conseguiu o valor necessário para a produção inicial do Bo e da Yana. É uma boa notícia porque mostra interesse das pessoas em ensinar programação às crianças pequenas, mas tenho certeza que muitos adultos compraram para si (talvez eu o fizesse).

Meu primeiro contato com programação foi com o RPG Maker, da ASCII – vou chutar que seja lá pelo ano 2000 – que, se não me engano, possuía linguagem de programação proprietária, mas que mais tarde incorporou a linguagem Ruby. Era divertido porque não só eu podia criar sequências de eventos usando snippets, como mais tarde passei a escrever os próprios códigos. Lembro que levei 6 meses trabalhando em um jogo (desde a programação até redesenhar os sprites e tiles) e que meu primo levou algumas horas para terminar – algumas horas, para um jogo feito por um amador, é bastante coisa.

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