O novo disco do Marilyn Manson muda de cor enquanto toca

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Embora conheça pouco da carreira do músico Marilyn Manson, sempre admirei a imagem que ele criou para si e todo o mise en scène de seus clipes e apresentações ao vivo, bons espetáculos de shock rock. O músico é inegavelmente criativo e esta criatividade reflete-se inclusive no arte do álbum, como em seu novo lançamento The Pale Emperor.

Não só o CD é prensado exatamente na mesma mídia utilizada no primeiro PlayStation, com face preta (o que já é bem legal), mas o lado impresso é feito com tinta termosensível, que muda do preto para o branco conforme o disco vai aquecendo enquanto toca. Ao esfriar, o preto vai tomando novamente o lugar do branco.

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De acordo com os diretores de arte do álbum, estes discos especiais foram escolhidos para destacar o tema “claro e escuro” de The Pale Emperor. Eles contam que Manson disse que “vendeu sua alma para ser um rockstar“, e só recentemente “recebeu a hipoteca de sua alma de volta”. A mudança de cor do disco, do preto para o branco, faz uma metáfora da transição que o músico afirma ter passado em sua vida.

Não só é uma forma criativa de apresentar um conceito, mas a face termosensível também é um atrativo para vender discos. Nesta época em que a venda de música digital começa a atropelar a venda de música em disco, transcender a ideia do álbum para fora de somente a melodia, ampliando-a ao campo visual, é transformar o objeto em arte. Mesmo não sendo fã do Marilyn Manson, acho que vou comprar uma cópia de The Pale Emperor.

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