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Conheça o centro que armazena 2.500 pigmentos para estudo de obras de arte

Se na agência que eu trabalho o pessoal está com dificuldade de encontrar os toners de uma das impressoras a laser, imagina então encontrar os pigmentos corretos para a restauração de antigas obras de arte? Foi este o problema que Edward Waldo Forbes enfrentou na virada do século XX ao precisar reparar uma pintura de quase 500 anos.

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Forbes, que à época era diretor do Fogg Art Museum da Universidade de Harvard, percorreu o mundo atrás de pigmentos e fórmulas que o auxiliassem na restauração e preservação das obras de arte e por acaso acabou descobrindo sua paixão pelo estudo do processo de fabricação das tintas.

O resultado foi a criação Straus Center for Conservation and Technical Studies, referência em conservação de belas artes, que hoje conta com uma coleção de mais de 2.500 pigmentos catalogados e armazenados em garrafinhas de vidro, tal qual um laboratório de alquimia… ou como o escritório do Professor Snape. 😉

Entre os pigmentos, há amostras retiradas de escavações da antiga cidade italiana de Pompeia (aquela destruída pelo vulcão Vesuvio), extraídas das raras rochas lápis-lazúli do Afeganistão, o Púrpura Tíria produzido com a meleca de caramujos marinhos e até o Amarelo Indiano, produzido com a urina de vacas alimentadas exclusivamente com as folhas da mangueira.

A coleção, que parou de acumular amostras após a Segunda Guerra Mundial, começou a recolher, recentemente, pigmentos contemporâneos que surgiram nos últimos 70 anos, incluindo sintéticos. O objetivo é analisa-los no microscópio e entender o seu processo de evolução e envelhecimento, podendo ajudar a manter a arte e seu valor no futuro.

Uma curiosidade: os estudos do Straus Center ajudaram a revelar, em 2007, que três quadros atribuídos ao pintor americano Jackson Pollock possuíam pigmentos desenvolvidos nas décadas de 60 a 80, isto é, após a sua morte. Em resumo, os quadros eram falsos.

Eu duvido que um dia vá à Universidade de Harvard, mas adoraria poder conhecer este laboratório incrível. Se você, leitor, tiver a oportunidade de visitar, aproveite porque é aberto ao público.

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