Projeto leva cor (e anamorfismo) à favela de Brasilândia

Em época de João Dória pintando de cinza os muros grafitados de São Paulo, o coletivo espanhol Boa Mistura decidiu fazer o oposto e levar bastante cor a uma das favelas da cidade, localizada no bairro Brasilândia.

Amor, beleza, mágica e poesia foram algumas das palavras pintadas nos muros das casas da comunidade. O projeto Luz nas Vielas, no entanto, tem uma qualidade a mais: as palavras foram pintadas usando uma técnica chamada anamorfismo, que cria um efeito ótico interessante que possibilita leitura somente de um determinado ângulo, brincando com o espaço físico da favela, sua estrutura irregular e suas construções assimétricas.

“As cores deram uma nova vida para as vielas, pessoas de todo o mundo foram para a Brasilândia visitar o local e isso surpreendeu os moradores, trouxe mais autoestima para eles,” conta Isabela Maria Gomez de Menezes, articuladora da rede brasileira do Transition Towns.

O anamorfismo caiu no gosto popular há mais ou menos uma década,mas perdeu força (ao menos no que se diz respeito à divulgação na internet) nos últimos anos, então é legal ver um grupo de artistas trazer de volta a técnica, cheia de cores vivas, fazendo uma intervenção tão legal em uma comunidade carente e envolvendo a participação dos próprios moradores.

O coletivo Boa Mistura já levou seus projetos para diversos lugares do mundo como África do Sul, Brasil, México, Panamá, Noruega, Estados Unidos, entre outros.

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