Minha pouca experiência com serigrafia

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Como todo designer, eu já tive vontade de criar minhas próprias camisetas. Já fiz algumas pra minha falecida banda e uma ou outra por aí, então tinha um mínimo de experiência com o negócio. Acontece que esta história de criar uma marca e estampar camisetas acabou cativando meu amigo Felipe – e mais recentemente meu irmão – e a gente achou que a hora é certa e que a parada pode dar certo.

Então já temos um público alvo definido e estudado, milhões de ideias e estamos correndo atrás de fornecedor, material, equipamento e estas coisas todas. E por isto, a umas semanas atrás, eu e meu irmão fizemos um curso rapidinho de Serigrafia.

Fizemos o processo todo – desde montar a tela (esticar o nylon e grampear na armação de madeira), passar a emulsão na tela, imprimir fotolito, gravar o desenho na tela, preparar o desenho para impressão na camiseta e, por fim, passar a tinta e estampar a camiseta. Na minha opinião, no geral, é tudo bem fácil de ser feito… claro que nem tudo são flores e que é preciso prática, e ainda assim correr o risco de algo dar errado.

A estampa com a cor meio falhada foi intencional (tanto é que o azul está mais homogêneo), assim como passa-la por cima da gola – a gente precisava ver o que aconteceria

Pelo que a gente aprendeu lá, na prática, é tudo questão de “tempo e paciência”: a emulsão leva um certo tempo para ficar homogênea; a gravação do fotolito na tela tem um tempo exato; a secagem leva tempo; não dá pra sair que nem um louco fazendo tudo porque é certeza de que vai dar merda. Fora que tudo faz muita sujeira!

O mais difícil, pra mim, foi na hora de transferir a tinta da tela para a camiseta, porque você na verdade não vê o que está fazendo, quero dizer, é necessário ter uma ótima noção de como funciona a tinta que você tiver comprado, para saber que pressão aplicar e quantas vezes você deve passa-la, porque passando ela na tela fica aquela melequeira toda e não dá pra saber se a estampa foi impressa direitinho na camiseta, a não ser que você tire a tela de cima e, caso tenha ficado fraca a impressão, a chance de uma segunda mão ficar um mínimo torta é grande.

Então eu, meu irmão e o Fê vamos montar nossa mesa, comprar tecido e tinta, e usar as telas que já temos (do curso e das estampas da banda) para praticar e praticar, até ficarmos muito bons neste negócio! E aí sim, vamos fazer camisetas pra valer.

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